Com apenas sete anos de idade, o menino AJ Hutto comoveu a todos os presentes no julgamento de sua mãe. Isto porque ao depor, o garotinho revelou ter visto sua própria mãe, Amanda Lewis, afogar a sua irmã, a menina Adrianna. Quando isto aconteceu, Adrianna tinha sete anos e AJ tinha seis anos. Infelizmente, Adrianna não resistiu. Agora, 17 anos depois, AJ reapareceu e decidiu falar sobre o que aconteceu e se sua mãe realmente é culpada.
Em 2008, o depoimento do menino AJ Hutto foi um importante fator para a condenação de sua mãe Amanda Lewis. Amanda foi condenada a prisão perpétua na Flórida, Estados Unidos, local em que vivia.
Porém, até hoje Amanda nega ter afogado a sua filha. Amanda afirma que a menina caiu na piscina acidentalmente e acabou se afogando. A mãe ainda afirma que estava dormindo quando tudo isso aconteceu.
Amanda de fato chegou a chamar a emergência, a menina Adrianna foi levada de helicóptero para o hospital, mas não resistiu. Inicialmente, os investigadores estavam considerando o caso um acidente.
Porém, naquele mesmo dia do ocorrido, enquanto estava sob cuidado de outros familiares, o menino AJ, revelou que sua mãe havia afogado a sua irmã. Na ocasião, AJ ainda tinha seis anos de idade. Diante da revelação da criança, os familiares o levaram para a polícia.
As autoridades então gravaram o depoimento do pequeno. E ele aparece falando o seguinte nas gravações: “Mamãe afogou a minha irmã”. O garotinho então explicou que sua irmã havia espalhado limpador de vidro pela casa e que sua mãe ficou muito brava e a afogou por causa disso. “Ela fez uma coisa que não podia e a mamãe ficou brava, ela jogou minha irmã na piscina”. O garotinho ainda falou diversas vezes que sua mãe afogou sua irmã.
Durante o julgamento de Amanda Lewis, o menino AJ, então com sete anos recém-completos, foi chamado a depor sobre o que havia testemunhado. A criança comoveu ao fazer um desenho sobre o que presenciou.
Ao mostrar o desenho, ele disse: “Essa é minha mamãe. M4t4nd0 minha irmã”. Ao ser perguntando como Amanda havia feito isso, o menino respondeu: “Colocando sua mão sobre o rosto dela”. De fato, a perícia também indicou que a menina Adrianna tinha a marca de uma mão de adulto em seu rosto.
Menino fala pela primeira vez depois de 17 anos
Agora, 17 anos depois do julgamento, AJ falou pela primeira vez. Desde quando tudo aconteceu, o menino foi adotado por uma outra família, sem nenhuma relação com a sua biológica. Atualmente, AJ tem 24 anos, é casado e trabalha como bombeiro. Desde quando foi adotado por esta nova família, ele recebeu outro nome, a fim de preservar sua identidade.
AJ aceitou conversar com o jorna britânico Daily Mail desde que sua imagem atual e novo nome fossem preservados. Ao falar novamente, AJ fez questão de ressaltar: sua mãe é culpada. “Ela é 100% culpada. Eu mantenho cada palavra que disse naquele julgamento”, afirmou.
A defesa de Amanda Lewis chegou a alegar que o menino AJ havia sido influenciado pelas autoridades a depor contra a própria mãe e a inventar esta história. Porém, agora aos 24 anos, AJ nega que isso tenha acontecido. “Eu não acredito que isto aconteceu. Não acho que fui influenciado ou treinado ou qualquer coisa do tipo. Eu só disse exatamente o que eu vi, palavra por palavra”, afirmou.
Apesar de ter conseguido reconstruir sua vida, estando casado e trabalhando como bombeiro, o passado ainda marca muito AJ. Tanto que sua esposa sabe sobre o seu passado, porém, os seus sogros não sabem. Os colegas do corpo de bombeiros de AJ também não sabem sobre o passado dele.
Menino relembra como era a vida com a sua mãe
AJ também comoveu ao relembrar como era a sua vida com sua mãe biológica. AJ afirma que sua mãe sempre foi abusiv4 tanto com ele quanto com sua irmã. Primeiro, ele foi questionado sobre como foi a sua vida com a família adotiva.
Como dito, depois do ocorrido, o menino foi adotado por outra família. “Foi uma boa vida com eles. Foi muito melhor (do que com a mãe biológica). Eles são uma boa família crist4. Havia muito amor e um lar feliz”, contou.
Ele então se lembrou da infância com sua mãe biológica. AJ não se refere a ela como mãe, chamando-a pelo seu primeiro nome. “Minha infância com a Amanda foi totalmente diferente do que com meus pais adotivos. Com a Amanda era só escuridão, trauma. Muito abus0. Abus0 físico, tanto comigo como com minha irmã. A diferença entre as duas famílias era como a noite e o dia”, afirmou.
AJ afirmou ter dificuldade para relembrar a vida com sua mãe biológica. “Faz muito tempo que eu não falo sobre isso. Eu lembro algumas coisas da minha outra vida. E tudo que eu lembro envolve abus0s”.
Ele também foi perguntado sobre como era seu relacionamento com a irmã Adrianna. “Nós éramos melhores amigos”, declarou. Ao se recordar sobre seu depoimento no julgamento de sua mãe, ele contou: “Eu estava muito nervoso, com todas aquelas pessoas olhando para mim. Eu simplesmente contei a todos o que havia acontecido. Eu também estava grato que tinha acabado (referindo-se aos abus0s que a mãe cometia contra ele)”.






