O pai das duas crianças que estão desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, desabafou. As buscas pelos irmãos Allan Michael, quatro anos, e Ágatha Isabelly, cinco anos, já chegou no 11º dia e até o momento elas não foram encontradas.
As duas crianças desapareceram com seu primo Anderson Kauã, oito anos, no dia 4 de janeiro. Elas teriam ido para a floresta brincar e acabaram se perdendo. Anderson Kauã foi encontrado com vida há uma semana por carroceiros.
Infelizmente, como o menino é autist4, ele não consegue dar muitas informações sobre o que aconteceu com as outras duas crianças. O menino está se recuperando no hospital e passa por uma escuta especializada feita pela equipe do IPCA, instituição que realiza perícias médico-legais, sociais e psicológicas.
Centenas de pessoas estão participando das buscas pelos dois irmãos, entre voluntários e profissionais. Agora, o pai dos dois irmãos desabafou. Em conversa com Rec0rdTV, o pai afirmou que busca manter o pensamento positivo.
O pai disse: “Tem que ter pensamento positivo que nós vamos encontrar, pensamento positivo porque se tu ficar coisado assim, coisa na cabeça, porque tem um bocado de emoção, o cara fica angustiado”.
Além do pai, padrasto das crianças também se pronunciou
Não foi apenas o pai das duas crianças que se pronunciou, o padrasto delas também falou. O padrasto Márcio Silva inicialmente levantou suspeit4s de muitas pessoas. Isto porque ele tinha viagem marcada no mesmo dia em que seus enteados e o priminho deles desapareceram.
No dia que as crianças desapareceram, Márcio estava a caminho da capital maranhense, São Luiz, e de lá pegaria um avião para Curitiba, Paraná. O padrasto, porém, conseguiu provar para a p0lícia que a viagem era um compromisso profissional.
Em conversa com a Rec0rdTV, Márcio revelou como descobriu sobre o desaparecimento das crianças. “A gente ia jantar (Márcio e a mãe das duas crianças) quando ela viu ligações perdidas da mãe dela. Eram várias ligações e áudios. Depois disso a gente nem jantou mais. Fomos embora para o interior, mesmo chovendo. Quando a gente chegou, muita gente já estava à procura”, relembrou ele.
Ele também respondeu sobre a hipótese das crianças terem sido levadas por terceiros. “Alguém levou, pode ter sido até a pé ou em alguma carroça. Estamos todos aflitos para saber por que levaram eles. A gente quer uma resposta”.
O padrasto também revelou que tem dúvidas sobre o que o menino encontrado, Anderson Kauã, relatou até o momento. “Ele fala várias coisas. Sempre que alguém pergunta quem os levou para mat4 ele diz ‘Não, ninguém levou a gente. A gente entrou só na mata’. Ele tem os problemas dele, ele é um menino autist4. O que ele consegue falar é isso, mas nunca se sabe”.
Após relato do pai, mãe desabafa durante as buscas pelas crianças
Além do relato do pai, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, também voltou a se pronunciar. “Eu espero que eles encontrem meus filhos. Se pegaram, que eles encontrem e falem por que pegaram. É isso que passa na minha cabeça: o porquê pegaram”, disse Clarice para a Rede Mirante.
A mãe ainda afirmou ter dúvidas sobre se seus filhos continuam na floresta. “Eu não sei (se eles estão na mata) porque já foi procurado em todas as áreas aqui ao redor e não encontraram nada”.
Clarice contou como está se sentindo e afirmou que só tem conseguido dormir a base de remédi0s. “Tem sido difícil. para dormir tive que tomar medicação, não comia, é difícil. Uma dor que não desejo para ninguém”.
Ela fez um pedido. “A única coisa que eu peço é que quem esteja com meus filhos, entregar! Assim como eu não faço nada de errado, meus filhos também não! São crianças, meus filhos não tem culpa de nada. Meus filhos não devem nada, eu também não devo nada para ninguém, então eu peço que entreguem meus filhos. e quando vai chegar à noite, ai vai apertando mais ainda o coração. Sem ter nenhuma resposta”.





