Robô que fica grávida de bebê humano é criada! Entenda:

Veja o que se sabe sobre robô grávida
Entenda o que já se sabe sobre robô grávida. / Reprodução
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Cientista na China afirma que está desenvolvendo o primeiro robô capaz de ficar grávida de um bebê humano. O robô seria capaz de seguir com toda a gestação até o parto. A ideia é que este robô seria um tipo de barrig4 de aluguel.

Quem está desenvolvendo este robô é o Dr. Zhang Qifeng, fundador da empresa Kaiwa Technology. E de acordo com ele, o robô vai contar com um útero artificial que recebe nutrientes por meio de uma mangueira.

O criador deste “robô grávida” afirma que ele será lançado já no próximo ano com preço de venda em torno de 100 mil yuans, cerca de 75 mil reais. Ainda segundo o Dr. Zhang Qifeng, o úter0 artificial já está no estágio maduro. E agora precisa ser colocado no abdomen de um robô “para que uma pessoa real e o robô possam interagir com a gestação”.

Quanto as questões éticas envolvendo uma robô que fica grávida de um bebê humano, o Dr. Zhang Qifeng deu uma resposta bem vaga. Ele apenas afirmou que particupou de alguns fóruns de discussão sobre o assunto em sua província na China. “Realizamos fóruns de discussão com autoridades na província de Guangdong e apresentamos propostas relacionadas enquanto discutíamos políticas e legislação”.

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Robô grávida pode ser opção para bebês muito prematuros

Caso o Dr. Zhang Qifeng de fato consiga lançar uma robô grávida no ano que vem, esta será uma inovação impressionante e totalmente fora do esperado entre boa parte dos cientistas. Isto porque em outros países, como nos Estados Unidos, estudos com úter0s artificiais de fato estão sendo realizados.

Porém, o objetvo não é criar barrig4s de aluguel robôs, mas sim opções para salvar as vidas de bebês muito prematuros, conhecidos como prematuros extrem0s. De acordo com o MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, os úteros artificiais teriam como objetivo permitirem que os bebês prematuros extremos se desenvolvessem mais, especialmente na parte pulmonar, antes de irem para a incubadora.  

A ideia é que os bebês prematuros extremos fiquem algumas semanas nestes úteros artificiais para que assim seus pulmões amadureçam mais. O objetivo destes úteros artificiais seria também reduzir os diversos riscos de sequelas que envolvem os bebês muitos prematuros.  

O cirurgião pediátrico George Mychaliska da Universidade de Michigan ainda explicou: “Um útero artificial é um dispositivo médico experimental destinado a proporcionar um ambiente semelhante ao útero para bebês extremamente prematuros. Na maioria das tecnologias, o bebê flutuaria em uma ‘bolsa biológica’ transparente, cercada por fluido”.

Ele ainda afirmou: “A ideia é que prematuros possam passar algumas semanas se desenvolvendo nesse dispositivo após o nascimento, para que quando saírem do dispositivo, tenham mais capacidade de sobreviver e tenham menos complicações com o tratamento convencional”.

Diversos modelos de úteros artificiais já foram testados em animais. Alguns deles, inclusive, funcionaram muito bem em cordeiros prematuros. Os cordeiros prematuros vieram a desenvolver até mesmo pelos dentro do útero artificial e nasceram com saúde.

Cientista diz que robô grávida não é viável atualmente

Apesar do chinês Dr. Zhang Qifeng afirmar que está prestes a lançar uma robô capaz de ficar grávida de um bebê humano, outros cientistas não acham que isto é possível. Pelo menos não por um longo tempo.

O Dr. Alan Flake que desenvolveu no Hospital Infantil da Filadélfia nos Estados Unidos um útero artificial que é um dos que está mais próximo de ser testado em bebês humanos prematuros falou sobre este assunto.

O Dr. Alan Flake classificou uma robô grávida, capaz de seguir com toda uma gestação, como um: “Sonho tecnicamente e desenvolvimentista ingênuo, mas sensacionalmente especulativo”. Ele apontou que a maior dificuldade deste robô seria determinar como fornecer todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê.

O Dr. Alan Flake explicou: “Primeiro, o desenvolvimento fetal é um processo cuidadosamente coreografado que depende da comunicação química entre o corpo da gestante e o feto. Mesmo que os pesquisadores compreendessem todos os fatores que contribuem para o desenvolvimento fetal — e não compreendem —, não há garantia de que conseguiriam recriar essas condições”.

Ele ainda continuou: “A segunda questão é o tamanho. Os sistemas de útero artificial em desenvolvimento exigem que os médicos insiram um pequeno tubo no cordão umbilical do bebê para fornecer sangue oxigenado. Quanto menor o cordão umbilical, mais difícil isso se torna”.

Veja o que se sabe sobre robô grávida
Entenda o que já se sabe sobre robô grávida. / Reprodução
Entenda se robô grávida é possibilidade ou não
Robô grávida ainda não é uma realidade, mas algumas tecnologias estão ajudando animais prematuros e podem ser usadas em bebês humanos. / Reprodução
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