“3 alimentos que comia estavam envenenando meu bebê pelo leite!”

Por: Bruna Romanini

Foto:BBC

Veja o depoimento da mãe Vanessa Collingridge sobre a alergia alimentar que seu bebê teve

Após o nascimento de seu filho, a mãe Vanessa Collingridge passou praticamente três meses sem dormir. Seu bebê, Angus, passava os dias e as noites chorando muito e dormia por no máximo 20 minutos para depois acordar novamente chorando. Vanessa passou por uma longa batalha até descobrir que o problema estava em seu leite! Angus tinha alergia a glúten, leite de vaca e soja e sempre que Vanessa comia estes alimentos, eles passavam para o leite materno fazendo o pequeno ter muitas dores e chorar intensamente.  Sem saber, Vanessa estava “envenenando” seu bebê pelo leite materno.

Agora, ela decidiu contar sua história para conscientizar todos sobre as alergias alimentares em bebês e assim ajudar outros pais no rápido diagnóstico da doença. Confira o emocionante depoimento dela ao jornal DailyMail:

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“A enfermeira passou o escâner pela cabeça do meu bebê e me perguntou: “Há quanto tempo ele está assim?” “Desde que nasceu”, eu respondi. Estava imaginando porque ela estava escaneando a cabeça do meu bebê quando o problema estava na sua barriga.

Ela gentilmente me explicou que estava procurando por algum cisto ou tumor no cérebro – uma possível explicação para porque meu bebê chorava desesperadamente quase 24 horas por dia.

Após quase 3 meses sem dormir, eu estava tão exausta que recebi esta notícia quase sem emoção, mas foi o que ela disse depois que me reduziu às lágrimas. A enfermeira olhou bem nos meus olhos e me perguntou: “Como você está aguentando todo esse choro há tanto tempo?”.

Essa foi a primeira vez que alguém olhou além do problema imediato do meu filho e percebeu também o impacto que isto estava tendo em toda a família.

Algumas horas após o nascimento, meu filho Angus começou a fungar e espirrar. Logo, isso se transformou em choros e gritos e ele começou a mexer as perninhas furiosamente. Muito muco começou a sair do nariz dele e se eu tentasse deitá-lo ele engasgava com todo esse muco.

Incapaz de ficar deitado, ele era segurado pelo meu marido ou por mim quase todo o tempo. Nós estávamos catatônicos de tanta exaustão.

Além de Angus, eu tinha um filho de dois anos de idade, Archie. Minha sogra precisou praticamente se mudar para minha casa para cuidar de Archie porque toda a minha atenção precisava ficar focada em Angus.

Meu marido tinha que trabalhar e quando chegava em casa à noite revezava comigo em ficar com o Angus no colo.

Passávamos todas as noites praticamente sem dormir.

Quando Angus tinha três meses, ele dormia por no máximo 20 minutos e depois acordava gritando e chorando novamente.

Nós mal estávamos funcionando como uma família.

O hospital local fez alguns exames em Angus nas suas primeiras semanas de vida e descobriram que ele tinha um grau leve de refluxo. Mas como de acordo com eles não era nada demais, se recusaram a fazer mais testes no meu filho.

Eu perguntei se meu filho poderia ser alérgico a algo que eu estava comendo, já que meu filho mais velho tinha alergia ao leite de vaca, mas eles disseram que como ele estava mamando no peito isto não era uma possibilidade.

Parecia que nenhum profissional de saúde estava interessado no meu bebê e achavam que eu estava sendo neurótica, muito ansiosa ou que estava inventando tudo isso.

Os médicos me diziam que alguns bebês só choram muito mesmo e que não tinha nada de errado.

Em alguns momentos eu estava tão cansada que chegava a pensar que o problema era comigo mesmo. Eu até tive que parar de dirigir porque eu estava tão cansada que dormia ao volante.

A gota d’água ocorreu quando meu filho tinha 13 semanas e em um ato de desespero completo fomos buscar uma segunda opinião em um pediatra particular. Ele imediatamente prescreveu um medicamento para Angus dormir, e explicou que estava fazendo isso por mim e por meu marido já que nós estávamos seriamente exaustos.

O remédio faria Angus dormir por 8 horas seguidas. Ele acordou chorando após menos de uma hora. O médico mandou aumentar a dose. E não funcionou. Então, o médico pediu para levarmos ele ao hospital. Angus ficou internado no hospital para observação.

Desde o momento em que chegamos naquele hospital as coisas começaram a melhorar. Finalmente parecia que estavam preocupados com meu filho. Iniciaram uma série de exames. O primeiro, o escâner que mencionei acima, não mostrou nenhum tumor, graças a Deus, mas também não trouxe nenhuma resposta.

Depois vieram uma série de exames, raio X, exame de sangue, mas não descobriram nada.

Melhor quando ficava com fome

Porém, no meio de todos esses exames, o pediatra notou que meu filho ficava melhor quando estava há um tempo sem comer para fazer algum dos testes. E ele não entendia porque isto estava acontecendo porque todo bebê fica mais triste quando está sem comer ao invés de ficar melhor.

Então, ele pediu se podia observar eu amamentando. E enquanto observava, ele notou que Angus começava a mamar e depois retirava a boca do peito violentamente chorando de dor.

Foi então que o pediatra percebeu que o problema estava no meu leite. Meu filho tinha alergia a alguma coisa que eu estava comendo e que passava para o meu leite. Sem saber, eu estava envenenando meu bebê pelo meu leite!

Assim, o primeiro passo dos médicos foi me colocar em uma dieta super restritiva, apenas peixe, arroz e vegetais.  Só isso.

E com uma semana, eu notei que Angus começou a melhorar. Ele estava chorando cada vez menos.

Em um mês a diferença estava notável. Meu bebê finalmente estava sorrindo e respondia aos nossos carinhos e estímulos!

Então, era hora de entendermos exatamente quais alimentos que eu comia estavam causando a alergia do meu filho. Conversei com o alergista, e após muitos testes descobrimos que o problema de meu filho estava no leite e derivados, soja e glúten. Parei de comer esses alimentos e continuei amamentando.

Agora, meu filho é uma criança saudável e toda família consegue ter boas noites de sono. Decidi contar minha história porque infelizmente ainda existem poucos especialistas em alergias alimentares no mundo, e muitos outros pais podem estar passando pelo mesmo que eu sem saber qual é o real problema de seus bebês”.

Reconheça a alergia em bebês

Primeiro, saiba que os alimentos que mais costumam causar alergias são: leite e derivado, ovo, amendoim, soja e glúten. As alergias são mais frequentes em famílias nas quais um dos membros já tem uma alergia alimentar.

Alguns dos principais sinais de que o bebê está com alergia alimentar são:

  • Eczema;
  • Refluxo e vômitos frequentes;
  • Pouco crescimento;
  • Inchaço;
  • Choro frequente;
  • Colocar as perninhas na barriga com dor;
  • Intestino preso ou diarreia

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