Bebês tiveram microcefalia por Zika vírus meses depois de nascidos

Por: Bruna Romanini

Na esquerda está o pequeno Guilherme e na direita Allan Miguel. Foto: Reprodução G1

Conheça os casos de Guilherme e Allan Miguel que tiveram microcefalia meses após terem nascido

Quando os pequenos Guilherme, um ano, e Allan Miguel, 10 meses, nasceram, tudo parecia bem. Ambos os bebês tinham o perímetro de suas cabeças normais. Porém, alguns meses depois, as cabeças dos meninos passaram a crescer menos do que deveriam. E foi quando os médicos descobriram: os meninos tinham microcefalia adquirida!

Mas o que é a microcefalia adquirida? Esta condição ocorre quando a mãe é infectada pelo vírus Zika durante a gestação, porém ao nascer o bebê parece estar saudável. Apenas meses depois ele vai apresentar a microcefalia.

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No caso de Guilherme os primeiros sintomas surgiram aos 4 meses de vida. “Ele só começou a apresentar atraso no desenvolvimento aos 4 meses e convulsionou pela primeira vez no 5º mês”, disse a mãe de Guilherme, Germana Soares, em entrevista ao portal G1.

Germana também revelou ao portal que o filho nasceu com 33 centímetros de perímetro cefálico, o que é considerado normal para os médicos. E que como ele é um bebê sapeca, ainda é difícil para alguns médicos acreditarem no diagnóstico de microcefalia. “Os médicos olhavam os exames dele, olhavam para ele e não entendiam nada. Parecia até que era uma mentira. Ainda hoje duvidam. Inclusive, as próprias mães que também têm bebê com microcefalia”.

Mas de fato o menino tem algumas das complicações da microcefalia como espasmos pulmonares, epilepsia aguda e dificuldade motora.

Já Allan Miguel nasceu com o perímetro cefálico normal, 33,5 centímetros, e só manifestou os primeiros sinais de microcefalia aos 6 meses de vida, sendo que o diagnóstico de microcefalia  foi feito aos 7 meses.  “Ele nasceu com um perímetro cefálico de uma criança normal. Mas, com 6 meses, ele não sentava e não levava as coisas até a boca como as crianças, geralmente, fazem”, contou a mãe do menino Brenda Santana, em entrevista ao portal G1. O atraso motor e, principalmente, a curva lenta do crescimento do perímetro cefálico foram determinantes para encaminharem Allan ao neurologista.

Novas descobertas sobre os efeitos do Zika no bebê

Guilherme e Allan Miguel não estão sozinhos. Uma pesquisa feita pelo Centro de Controle de Doenças do Governo dos Estados Unidos em parceria com pesquisadores brasileiros, analisou os dois meninos e outros onze bebês na mesma situação.

Os pesquisadores descobriram que no caso de mães infectadas pelo Zika vírus na gestação o fato do bebê ter nascido sem a microcefalia não exclui a possibilidade da doença surgir no futuro e por isso é preciso acompanhar esses bebês. O estudo também destaca a importância de realizar exames neurológicos em todos os bebês cujas mães contraíram Zika na gestação.

É importante destacar que bebês que contraem o Zika vírus após o nascimento não têm complicações neurológicas. Saiba mais sobre Zika vírus em bebês após o nascimento aqui. Saiba mais sobre microcefalia, Zika vírus e gestação aqui.

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