“Não me coloquem em um pedestal só porque ajudo a cuidar do bebê”, diz pai

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução Pinterest

O papai Clint Edwards escreveu um texto muito bacana sobre a importância dos pais enxergarem os cuidados com o bebê como uma parceria

O papai Clint Edwards escreveu um texto muito bacana para o portal YourTango sobre o momento em que ele percebeu que os cuidados que dedicava aos seus filhos não eram nada de excepcional, mas sim o que todo bom pai deveria fazer. Confira:

Eu estava conversando com minha esposa sobre a longa noite que havíamos passado acordados com nosso bebê, quando eu disse: “Pelo menos eu acordo a noite com você. Muitos homens não fazem isso. Você deveria me agradecer”. Eu estava cansado. E eu disse isso como se ela tivesse muita sorte por me ter. Como se eu fosse o pai mais incrível que já existiu.

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Eram sete da manhã. Mel, minha esposa, parou por um momento. Ela estava com nosso bebê em seus braços, ela o abraçou mais um pouco e ficou pensando no que eu havia falado. Eu tinha certeza que ela iria concordar comigo. Afinal, nós às vezes conversamos sobre pais que conhecemos que não acordam para cuidar de seus bebês, pois eles veem isso como um trabalho da mãe.

Mas Mel não concordou comigo. Ao invés disso, ela cruzou as pernas, me olhou nos olhos e disse: “Eu gostaria que você parasse de falar isso”.

Nesta época, além de ser mãe dos nossos três filhos, minha esposa também fazia faculdade e era voluntária na escola das crianças. Ela sempre comentou sobre a pressão que sentia para manter a casa limpa, ajudar as crianças com a lição, leva-las para o pediatra, cozinhar, entre muitas outras tarefas. E lá estava eu, dizendo que a ajuda que eu dava a ela durante a noite era quase uma extensão generosa do meu papel de pai.

Mas é claro que na hora eu não pensei em tudo isso. Eu limpo a casa, eu acordo a noite para cuidar do bebê e faço muitas outras coisas para que nosso casamento seja realmente uma parceria. E por alguma razão eu achava que deveria receber uma atenção especial por fazer essas coisas. Então, eu respondi a Mel: “Por que você não quer que eu diga isso? Eu faço muitas coisas que outros pais não fazem. Eu sou um cara legal”.

E ela disse: “Porque quando você fala assim não parece que estamos de fato em uma parceria. Faz parecer que você quer que eu ajoelhe e te agradeça cada vez que você acorda a noite para cuidar do bebê comigo. Sendo que este também é o SEU bebê”.

Nós conversamos mais um pouco. Ela disse que apreciava muito tudo que eu fazia, mas que ela odiava a maneira como eu agia, como se eu estivesse fazendo algo muito especial, quando na verdade eu estava fazendo apenas o que todo bom pai deveria fazer.

Minha reação idiota diante desta conversa foi ficar bravo. Eu queria dar a ela uma lista de outros pais que não ajudavam a cuidar de seus bebês, eu queria falar um monte de coisas. Mas parei por um momento, pensei um pouco e decidi não falar nada.

Então, eu saí e fui trabalhar. Dirigi ainda com raiva. E no caminho comecei a pensar na última vez que eu havia lavado a louça, pensando que eu deveria receber muitos agradecimentos por isso. E foi quando eu percebi: “Por que eu deveria receber agradecimentos por isso, se EU TAMBÉM HAVIA COMIDO?”.  E então, de repente eu percebi o babaca que eu havia sido.

A ideia de que minha esposa era responsável por todas as coisas da casa estava tão forte dentro de mim que achava que eu deveria ser colocado em um pedestal apenas por fazer coisas simples como acordar a noite para cuidar do bebê.

Então, assim que cheguei no trabalho eu liguei para Mel e disse: “Você está certa, isto é uma parceria e eu não deveria agir como se estivesse fazendo algo incrível porque eu acordo a noite para cuidar do bebê. Eu vou parar”.

Mel ficou quieta por um momento. E então ela respondeu: “Obrigada”.

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