Bebê contrai meningite e uma vacina da rede privada teria evitado

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução Arquivo Pessoal

Entenda o caso veja como uma vacina da rede privada poderia ter evitado a meningite deste bebê

Em menos de 24 horas, o pequeno Eli Fapani, de 15 meses, passou de um bebê saudável e sorridente para um paciente internado no hospital lutando por sua vida. Tudo ocorreu na terça-feira (4) quando o menino começou a apresentar febre durante a manhã. “Eu achei que era por causa dos dentinhos nascendo. Ele também estava meio sonolento. Eu dei a ele um pouco da fórmula e ele vomitou tudo”, recorda-se a mãe do menino La Vonne Palmer em entrevista ao jornal Daily Mercury.

Quando La Vonne foi limpar seu filho, ela notou algo diferente. “Notei que ele estava com erupções na pele e dois pontos roxos e decidimos ir para o hospital”, disse La Vonne.

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Correr para o hospital foi definitivamente a melhor decisão que La Vonne poderia ter tido. Assim que chegaram no hospital, os pais foram informados que o pequeno Eli poderia não sobreviver porque ele estava com meningite. “É chocante, meu filho estava bem e em questão de horas foi parar em uma cama de hospital com tubos colocados em todo o seu corpinho”, conta La Vonne.

Agora, o pequeno Eli já não corre mais perigo e os médicos começam a retirar os tubos de seu corpo.

Como isso aconteceu?

La Vonne não conseguia entender como seu filho contraiu meningite se ela havia vacinado ele contra a doença. Foi quando os médicos explicaram a questão.

Eli havia tomado a vacina meningocócica C conjugada, que é o tipo disponível no sistema de saúde público da Austrália, onde ocorreu o caso. A meningocócica C conjugada também é a que está disponível na rede de pública do Brasil.

Porém, este tipo de vacina protege apenas contra um tipo de meningite, o C, e não foi este tipo de meningite que Eli contraiu. O tipo de meningite que o menino contraiu poderia ter sido evitado se ele tivesse tomado a vacina meningocócica conjugada quadrivalente ACWY.

Infelizmente, tanto na Austrália quanto no Brasil, a versão ACWY só pode ser encontrada na rede privada. Ambas previnem meningites. “Com a diferença que meningocócica conjugada C protege apenas contra o tipo C e a versão ACWY protege contra esses quatro tipos. O C é o responsável por 70% das meningocócicas do Brasil, contudo o tipo W vem aumentando bastante sua participação, e já é a causa de 20% dos casos de meningocócicas no sul do Brasil”, alerta a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Como o caso de Eli mostra, meningite é uma doença muito séria, que afeta a membrana que envolve o cérebro e pode levar a morte. Por isso, a vacina meningocócica conjugada ACWY é uma boa alternativa para quem puder investir nela. Veja outras vacinas da rede privada que vale a pena investir aqui.

Sintomas de meningite:

Os sintomas da meningite são: Febre alta e persistente, dor de cabeça por vezes insuportável, dor na nuca podendo ocasionar rigidez no pescoço, vômitos, perda do apetite, sonolência, confusão mental, agitação, grande sensibilidade à luz. Pode apresentar ainda manchas no corpo, diarreia, crises convulsivas, coma. As crianças normalmente permanecem quietas, pouco ativas.

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