Mães ficam sem poder amamentar seus bebês após tomarem 1 vacina errada

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução TV Tem

Por engano, estas mães receberam uma dose da vacina contra febre amarela, que jamais deve ser dada a quem amamenta

11 mães ficaram sem poder amamentar seus bebês após receberem uma vacina ERRADA! O caso ocorreu em Angatuba, SP, no Posto de Saúde Central Doutor Renato de Carvalho Ribeiro. As mulheres foram tomar a vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, que é importantíssima para gestantes e mães que amamentam. Mas, por engano elas acabaram recebendo a vacina contra febre amarela.

A vacina contra febre amarela NÃO deve ser dada aos bebês antes dos seis meses de vida e nem a mães que amamentam bebês com menos de seis meses de vida. “Bebês com menos de seis meses e mães que amamentam bebês com menos de 6 meses não podem tomar esta vacina. Isto porque o vírus vacinal pode causar efeitos graves nos bebês, semelhante a doença. A mãe também não deve tomar porque o vírus vacinal pode ser transmitido pro bebê pelo leite”, conta a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.


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Devido ao erro, as mães terão que ficar 30 dias sem amamentar seus bebês! “Tiraram uma dádiva da gente, porque o prazer da vida de uma mulher quando tem um filho é amamentar e agora não posso fazer isso. É muito triste sentir seu seio encher e não poder amamentar, vê-la chorando”, afirmou a dona de casa Vanessa Lima em entrevista ao portal G1.

Em nota enviada ao portal G1, o prefeito Luiz Antônio Machado afirmou que reconhece que houve um fato lamentável no posto de saúde central, quando 11 mulheres que amamentam suas crianças tomaram dose de vacinação errada, sendo que pretendiam tomar a vacina contra a tríplice viral e tomaram de febre amarela, o que pode provocar efeitos colaterais.

No entanto, afirmou que a prefeitura não vai fugir da responsabilidade e que já tomou as devidas providências. O Executivo afirma que afastou as funcionárias envolvidas e, para isso, deu caráter jurídico ao afastamento. Também explicou que, quando acontece um fato deste, o que manda o protocolo é que as mulheres suspendam a amamentação de 15 a 30 dias, porém, poderá ser de até 10 dias, conforme está sendo constatado. Ainda, em atendimento às referidas mulheres que amamentam seus filhos, a prefeitura alega que já adquiriu leite específico para suas necessidades.

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP) informou ao G1 que para investigação desse tipo de caso, uma sindicância é instaurada e segue sob sigilo processual, previsto em lei. Todo documento referente ao assunto será anexado aos autos para ser apreciado.

Após a averiguação dos fatos, se forem constatados indícios de infração ética pelo Coren-SP, será instaurado um processo ético-profissional. Os profissionais envolvidos serão notificados para manifestarem as suas versões dos fatos, garantido o direito de defesa na ocorrência de responsabilização ético-disciplinar. Eles poderão receber as penalidades previstas na Lei 5.905/73, sendo elas: advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional.

Em entrevista ao G1, outra mãe, que preferiu não ser identificada, disse que soube sobre o erro horas depois de ter tomado a vacina. “Recebi uma ligação das enfermeiras falando que foi aplicada uma dose errada e, por isso, não era para amamentar minha filha. Toda mãe sonha em amamentar seu filho, eu me preparei para isso e agora esse sonho acabou, pois pode ser que após esses 30 dias ela não aceite mais o seio e eu também não tenha mais leite”, lamentou.

Veja quais são as vacinas indicadas para as mães que amamentam e as proibidas aqui.

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