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Vacinação do bebê: dTpa, a vacina que os familiares precisam tomar

24 de novembro de 2016/em Família e bebê, Saúde do bebê, Saúde do recém-nascido /por Bruna Stuppiello

A vacina dTpa é essencial para evitar que o familiar transmita coqueluche para o bebê

Existe uma vacina que todos que convivem bastante com bebês menores de dois anos, como os pais, avós, tios, irmãos e primos, devem tomar. Trata-se da tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa). Esta vacina tem como objetivo imunizar contra o tétano, coqueluche e difteria, estas doenças são muito perigosas e que podem ser letais para o recém-nascido, especialmente a coqueluche.

Saiba que a coqueluche é uma das doenças que mais mata bebês. E as pesquisas apontam que ela geralmente é transmitida ao bebê por um familiar. Por isso, vacinar as pessoas que mais convivem com o pequeno é uma ótima forma de evitar que ele entre em contato com o vírus, além de vacinar o próprio bebê, é claro.

Esquema de doses da vacina

O esquema de doses dessa vacina para adultos e crianças é o seguinte:

  • Pode ser usada para a dose de reforço prevista para os 4-5 anos de idade.
  • Recomendada para o reforço na adolescência.
  • Recomendada para os reforços em adultos e idosos.
  • Para crianças com mais de 7 anos, adolescentes e adultos que não tomaram ou sem registro de três doses de vacina contendo o toxoide tetânico anteriormente, recomenda-se uma dose de dTpa seguida de duas ou três doses da dT.
  • As gestantes devem receber uma dose de dTpa, a cada gestação entre a 27a e a 36a semana de gestação. Quando não vacinadas durante a gravidez, devem receber uma dose da vacina o mais precocemente após o parto (de preferência ainda na maternidade).

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.

  • Em caso de doença aguda com febre alta, a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Se ocorrer uma reação local muito intensa (Arthus), é importante observar o intervalo de dez anos após a aplicação da última dose da vacina para se administrar a dose de reforço.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Em crianças com até 9 anos podem ocorrer: irritabilidade, sonolência, reações no local da aplicação (dor, vermelhidão e inchaço) e fadiga em mais de 10% dos vacinados. Até 10% podem manifestar falta de apetite, dor de cabeça, diarreia, vômito e febre. Distúrbios da atenção, irritação nos olhos e erupção na pele são incomuns – acometem apenas 0,1% a 1% dos vacinados.
  • Mais de 10% das crianças a partir de 10 anos, adolescentes e adultos experimentam dor de cabeça, reações no local da aplicação (dor, vermelhidão e inchaço), cansaço e mal-estar. Em até 10% acontecem tontura, náusea, distúrbios gastrintestinais, febre, nódulo ou abscesso estéril (sem infecção) no local da aplicação. São incomuns (entre 0,1% e 1% dos vacinados) sintomas respiratórios, faringite, aumento dos gânglios linfáticos, síncope (desmaio), tosse, diarreia, vômito, transpiração aumentada, coceira, erupção na pele, dor articular e muscular e febre acima de 39ºC.
  • A anafilaxia ocorre com menos de 0,01% das pessoas; inchaço generalizado, convulsões, urticária e fraqueza muscular com 0,01% a 0,1% dos vacinados.
  • A experiência com o uso da vacina sugere que há um pequeno aumento do risco de eventos adversos locais com a vacinação em doses repetidas e próximas (esquema de três doses em seis meses) em adultos com mais de 40 anos, bem como na dose de reforço das crianças (a partir de 10 anos de idade).

Onde encontro essa vacina?

Infelizmente, a dTpa só está disponível na rede pública para gestantes e profissionais de saúde. De modo que para as outras pessoas ela pode ser adquirida na rede privada de vacinação.

Veja as vacinas que as mães de bebês precisam tomar aqui.

Fontes consultadas:

Centro de Controle de Doenças do Governo dos Estados Unidos

Sociedade Brasileira de Imunizações

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