Bebê de 4 meses morre em creche particular de SP após erro de funcionários

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução

De acordo com o IML, a bebê morreu sufocada por um alimento, entenda este triste caso

Uma bebê de quatro meses morreu em seu primeiro dia na creche. A pequena Emanuelle foi para a creche particular Casinha do Saber em Campinas, interior de São Paulo, no dia 8 de agosto de 2017. De acordo com o tio da bebê, Devair Marques Maciel, a mãe deixou a filha às 13h na creche e foi combinado que ela retornaria às 15h para busca-la.

Às 14h a creche enviou uma mensagem para a mãe dizendo que a bebê passava bem. “Tia está fazendo ela dormir. Está bem, mamãe”, dizia a mensagem enviada para o telefone celular da mãe, acompanhada da foto a seguir:

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Porém, quando a mãe chegou às 15h para buscar a filha, ela já estava roxa, segundo o tio. “Disseram pra ela: ‘Mãe, ela está dormindo num sono muito profundo. É assim mesmo?’ A mãe correu pra ver e a criança estava roxa. O corpo estava quente ainda. Ficaram mais ou menos 10 minutos depois disso e não conseguiram fazer nada. Ficaram perdidos balançando a criança”, contou o tio da bebê em entrevista ao portal G1.

De acordo com Devair, a creche não conseguiu chamar uma ambulância e a mãe e a bebê, acompanhadas de uma funcionária da creche, teve que ir a pé para o hospital mais próximo, a Casa de Saúde, que fica a duas quadras da creche. “Chegou no hospital, os médicos tentaram de tudo, mas já estava em óbito. […] A escola não fez nada, não ajudou em nada, não se colocou à disposição pra nada. Só pediram pra gente: ‘me preocupo em sujar o nome da escola'”, contou Devair em entrevista ao portal G1.

O Instituto Médico Legal (IML) de Campinas apontou que a bebê morreu devido à um sufocamento por alimento. A declaração de óbito emitida na no dia 9 de agosto destaca que ocorreu uma “broncoaspiração maciça por alimento na creche”.

A família registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil como “morte suspeita” e o caso será encaminhado para o 1º Distrito Policial de Campinas. “O termo ‘maciça’ indica que o volume do alimento foi muito grande. Houve uma sufocação total”, explicou Edvaldo Messias Barros, diretor do Instituto de Criminalística (IC) em entrevista ao portal G1. Alimentos além do leite materno e/ou fórmula, só podem ser dados para bebês maiores de 6 meses, o que não era o caso.

A família apenas foi informada pela creche que a bebê não tomou a mamadeira que a mãe havia deixado. A mãe entregou um travesseiro anti refluxo para que os funcionários da creche colocassem no berço da filha quando ela fosse dormir, mas ele não foi usado. “A menina não tinha problemas de saúde. Eu sou da [área de] saúde e comprei pra ela o travesseiro anti refluxo. A mãe levou e entregou na mão deles e não colocaram. O dono da escola não soube dizer por quê”, disse Devair em entrevista ao portal G1. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil como “morte suspeita” e o caso será encaminhado para o 1º Distrito Policial de Campinas.

A Prefeitura de Campinas informou em nota que a Escola Casinha do Saber não possui alvará para funcionar. A administração municipal também contou que toda escola infantil particular precisa ter: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB), Alvará de Uso expedido pela Secretaria de Urbanismo e Firma Aberta.

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