Comentário de creche particular de SP sobre morte de bebê de 4 meses gera revolta

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução Arquivo Pessoal

“Foi vontade de Deus”, afirmou a nota emitida pela Escola Casinha do Saber sobre a morte de Emanuelle Calheiros Maciel

A Escola Casinha do Saber emitiu uma nota sobre a morte da pequena Emanuelle Calheiros Maciel, que morreu durante seu primeiro dia nesta creche de Campinas, interior de São Paulo, na terça-feira (8). E a nota gerou indignação de muitas pessoas, pois eles atribuíram a morte da bebê de quatro meses a “vontade de Deus”.

“A primeira pergunta que se faz: por que Deus? Por que com esse anjinho? Por que com a nossa escola? Por que com nossa equipe? Certamente, pela vontade de DEUS!”, destacou a nota enviada pela advogada.

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De acordo com o Instituto Médico Legal (IML) a bebê morreu devido a um sufocamento por alimento. A declaração de óbito emitida na quarta-feira (9) destaca que ocorreu uma “broncoaspiração maciça por alimento na creche”.

“O termo ‘maciça’ indica que o volume do alimento foi muito grande. Houve uma sufocação total”, explicou Edvaldo Messias Barros, diretor do Instituto de Criminalística (IC) em entrevista ao portal G1. Alimentos além do leite materno e/ou fórmula, só podem ser dados para bebês maiores de 6 meses, o que não era o caso. A família apenas foi informada pela creche que a bebê não tomou a mamadeira que a mãe havia deixado.

Além disso, quando a mãe retornou para buscar a filha, já a encontrou roxa e de acordo com o tio da bebê, nenhum funcionário da creche soube fazer manobras para tentar desengasga-la. “Disseram pra ela: ‘Mãe, ela está dormindo num sono muito profundo. É assim mesmo?’ A mãe correu pra ver e a criança estava roxa. O corpo estava quente ainda. Ficaram mais ou menos 10 minutos depois disso e não conseguiram fazer nada. Ficaram perdidos balançando a criança”, contou o tio da bebê, Devair Marques Maciel, em entrevista ao portal G1.

A creche também não conseguiu chamar a ambulância e a mãe teve que ir a pé com a filha para o hospital mais próximo, onde a menina acabou falecendo. A prefeitura de Campinas informou na quarta-feira (10) que a creche não possui alvará para funcionar. Saiba mais sobre o caso aqui.

Por todas essas questões, o fato da creche ter atribuído a morte da bebê a vontade de Deus gerou indignação. “Vontade de Deus que uma criança morra engasgada? Deus não tem nada a ver com isso! Culpa dos responsáveis pela criança na creche”, disse uma internauta.

Sobre o fato de não ter alvará, em nota, a Casinha do Saber afirma que “está legalmente estabelecida e possui autorização/alvará para o exercício de suas atividades”.

A unidade de ensino destaca “o equívoco noticiado ao fato da alteração de endereço, cujo procedimento administrativo encontra-se na fase final perante a municipalidade local, sendo certo que após o ocorrido e em razão dele, o local foi vistoriado por um fiscal, o qual atestou a regularidade e autorizou o prosseguimento de suas atividades, o que apesar do abalo causado a todos pela fatídica ocorrência, se esforça em manter”.

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