Tico Santa Cruz denuncia escola particular que NÃO aceitou sua filha com TDHA

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução Instagram

O cantor Tico Santa Cruz passou por uma situação difícil ao tentar matricular sua filha em uma escola

O cantor Tico Santa Cruz fez um desabafo em suas redes sociais na última quarta-feira (3/1) após sua filha com TDHA não ter sido aceita em uma escola particular tradicional do Rio de Janeiro.

No relato, o cantor falou que tentou matricular a filha Bárbara, diagnosticada com TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), na Escola Carolina Patrício, no Leblon, mas a instituição de ensino afirmou não ter vaga para a menina, embora se classifique como uma escola inclusiva.

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De acordo com Tico, a desculpa dada pelo colégio é de que a classe da menina (3º ano) já estava lotada. No entanto, quando o cantor ligou dando outro nome, o colégio aceitou a matrícula.

Veja o relato de Tico a seguir:

“DENÚNCIA:

A Escola Carolina Patrício, famosa no Rio de Janeiro, que se diz uma escola INCLUSIVA, será mesmo uma escola inclusiva?

Vamos aos fatos.

Tenho uma filha que foi diagnosticada com TDAH e precisa voltar para uma escola brasileira, pois ficou meio ano estudando em uma instituição internacional.

Estivemos na unidade do Novo Leblon, onde fui pessoalmente conhecer as instalações e verificar a viabilidade de sua matricula.

A coordenadora do Fundamental 1 nos atendeu de forma cordial. Explicamos todo o histórico da Barbara e ela combinou de aplicar uma prova.

Fizemos o procedimento, como qualquer pessoa.

Porém após a visita e a avaliação feita por nossa filha, fomos informados que não havia mais vagas – para o 4º ano – que eles não poderiam atender uma criança com TDAH EM NENHUMA DE SUAS UNIDADES.

Resolvemos então tentar matricular nossa filha no 3º ano da CAROLINA PATRICIO. Ligamos novamente e conversamos com uma outra diretora que atendeu minha mulher no telefone – que não sabia que a Barbara era minha filha.

Foi prontamente atendida, disseram que havia vaga no 3o ano no horário da Tarde e que ela iria verificar a questão da recolocação onde seria agendada uma nova prova para que Barbara pudesse ingressar no 3o ano.

Adivinha o que aconteceu?

Recebemos um telefonema e uma pessoa deu o recado dizendo que não havia mais VAGAS NA ESCOLA (ontem havia). Minha mulher pediu para falar com a diretora MÔNICA – que ontem havia nos atendido – e disseram que ela já teria ido embora.

Achei estranho. Pensei por alguns segundos que pudesse ser algo pessoal. Resolvi ligar para a escola, 2 minutos depois, de um outro telefone. Atenderam. Eu dei um outro nome, falei que era para outro aluno – também do 3o ano – e menos de 1 minuto depois quem me atende?

A Diretora MÔNICA, surpreendentemente reapareceu na escola.

Não quero ficar parecendo um paranoico, com síndrome de perseguição, mas convenhamos, o que se espera de uma instituição que se diz séria e age de tal forma?

A diretora manda recado, diz que não está na escola e depois atende o telefone achando que está falando com outro pai?

Enfim…

Lamentavelmente, depois que eu disse que era o pai da Barbara, e que ela ligou o nome a pessoa, ficou nitidamente constrangida tentando se explicar. Por fim, mediante a está postura ALTAMENTE QUESTIONÁVEL, ela disse que não aceitaria minha filha na escola “porque eles não fazem recolocação de alunos”, em outra palavras, eles não aceitam um aluno de uma outra escola que precisa refazer um ano.

A escola CAROLINA PATRICIO na verdade não aceitou minha filha. O que EM TESE, é um direito deles. Digo em TESE, porque consultei especialistas sobre essa questão e todos eles foram categóricos em afirmar que se quisesse entrar com uma medida judicial, em terceira instância – que fosse – a justiça me daria o direito de ingressar com minha filha lá.

Mas para que vou insistir em colocar minha filha numa escola onde aparentemente não somos bem vindos?

Fica só o relato aqui para que vocês que venham a pensam em matricular seus filhos nessa ESCOLA, que se diz INCLUSIVA, que na verdade não é bem assim. Eles escolhem quem pode e quem não pode estudar lá, só não ficou claro qual o critério.

Seguimos para 2018 ou seria 1718?”.

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