‘Não tentaram salvar meu filho’, diz noivo de grávida que morreu em Santa Casa

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução Facebook

Bruna Stephania Pires faleceu horas após ter sido liberada pela Santa Casa de São Roque

O noivo da gestante que faleceu aos 9 meses de gravidez apenas algumas horas após ter   recebido alta da Santa Casa de Roque (SP) afirma que houve “negligência e descaso” da equipe médica.

Bruna Stephania Pires, 28 anos, faleceu no sábado (11) horas após ter ido na Santa Casa com forte dores. Seu bebê também não resistiu. No hospital, ela passou por “exame de toque” e uma “lavagem no intestino”. “Ainda no hospital, ela pedia para eu fazer massagem na barriga, perto da costela, onde estava com muita dor, enquanto tomava soro. Depois, o médico chegou e disse que o problema já tinha sido resolvido por causa da lavagem intestinal. Realmente a Bruna disse que tinha aliviado um pouco e foi liberada”, disse o noivo de Bruna, Caio Cesar Migliaccio, 27 anos, em entrevista ao portal G1.

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Caio levou Bruna para casa e de manhã ele se deparou com a noiva pedindo ajuda e espumando pela boca. “A dor a acordou. Ela já estava com hemorragia e comecei a realizar os primeiros socorros enquanto o resgate não chegava. Em nenhum momento falaram de fazer o parto. Não tentaram salvar meu filho”, contou Caio em entrevista ao portal G1.

Em nota, a Santa Casa informou que a jovem foi vítima de AAA (aneurisma da aorta abdominal) e que o caso terá uma apuração rigorosa.

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Com relação ao parto que não foi realizado, o portal G1 questionou a Santa Casa de São Roque sobre o assunto e ainda não obteve resposta.

De acordo com o noivo, Bruna era saudável e não teve nenhum problema durante a gestação. Eles moravam juntos há dois anos e estavam com a casa pronta para receber o bebê, que se chamaria Caio Cesar Migliaccio Filho.

Conforme informação do Instituto Médico Legal (IML) à família, o bebê pesava cerca de 4 kg. “Foi negligência e descaso do médico. Ela foi medicada e liberada sem um diagnóstico concreto, sem exames que poderiam identificar o que realmente estava acontecendo. Meu filho morreu perfeito”, disse o pai em entrevista ao portal G1.

A Santa Casa afirmou em entrevista ao portal G1 que casos de aneurisma da aorta abdominal são raros no perfil dela, muitas vezes assintomáticos e fatais em 90% das vezes em que há rompimento da parede abdominal.

“Todo o ocorrido merece e terá uma apuração rigorosa e pautada por especialistas da área para podermos ter uma conclusão justa e perfeita e então apontar, se houver, quem são os culpados, não se pode esquecer que existem órgãos sérios, profissionais e capacitados para essa investigação”, diz a nota.

O hospital ainda afirmou que vem sendo vítima de um “linchamento moral”. “O que não se pode aceitar, nestes tempos de ânimos acirrados e que sistematicamente tem acontecido com a Santa Casa, é a realização de um linchamento moral nas redes sociais, a qual ultimamente vem sendo vítima de difamação em redes sociais e outros canais, mas as pessoas se esquecem que amanhã são elas que poderão necessitar da Santa Casa.”

A Santa Casa termina a nota manifestando um “profundo pesar pelo ocorrido”. O hospital não falou sobre o primeiro atendimento pelo qual Bruna passou e sobre a alta, mesmo com dores abdominais.

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