Prima conta como grávida estava 1 dia antes de ser morta pelo marido e choca

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução

Para a família, Adilson foi um ator e não houve indícios de que ele iria cometer um crime tão monstruoso

Feliz e cheia de expectativas: era assim que Daiane Reis Mota estava um dia antes de ser assassinada pelo marido Adilson Prado Lima Junior. O crime que chocou o país ocorreu no sábado (16), dois dias antes da data em que Daiane iria dar à luz a filha do casal, a pequena Maria Clara.

No dia seguinte, Adilson confessou o crime após cair em diversas contradições ao dar depoimento à Polícia Civil.


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Michelle Senna era prima de Daiane e a considerava uma irmã, pois as duas foram criadas juntas. Ela e o marido, Webert Veiga, estiveram com Daiane e Adilson um dia antes do crime, os casais frequentavam a mesma igreja evangélica e se encontraram no culto. “Estive com eles na sexta, um dia antes de morrer. Ela estava ansiosa para o dia do nascimento”, disse Webert em entrevista ao portal UOL.

Michelle e o marido foram uma das primeiras pessoas a serem avisadas por Adilson sobre o desaparecimento da jovem. E ajudaram nas buscas. “A gente procurou das 19h de sábado até 5h do domingo. Aí fomos para casa descansar e esperar por noticias”, contou Daiane em entrevista ao portal UOL.

O próprio Adilson foi à delegacia naquela mesma manhã para comunicar o desaparecimento. Em princípio, disse que Daiane havia saído de casa na tarde de sábado para fazer compras e não voltou mais. “A gente ficava perguntando ‘e aí?’. Ele respondia que estava indo em todos os hospitais e revirando a cidade toda. E nós acreditamos”, recorda-se Michelle em entrevista ao portal UOL.

Michelle ainda contou que Adilson chegou a dar dinheiro a um amigo segurança para que ele abastecesse sua moto e ajudasse a procurar. “Ele ligava para todo mundo perguntando se alguém tinha visto a Daiane. É um monstro!”.

Ela começou a desconfiar do rapaz depois de baixar um aplicativo que rastreia números de telefone. “Esse aplicativo mostrava que o celular dela estava em casa. Aí perguntamos sobre isso e o Adilson se exaltou.” No seu depoimento à polícia, Adilson confessou que havia guardado a carteira e o smartphone da mulher em um armário antes de cometer o crime.

A Polícia Civil relatou ao portal UOL que a “frieza” com que Adilson dava sua versão espantou os policiais. Contudo, as contradições foram tantas, que ele acabou confessando depois de confrontado com a seguinte evidência: câmeras de segurança mostram que, embora marido e mulher tenham saído juntos do povoado por volta de 14h de sábado, apenas ele retornou, às 14h33.

A polícia também não está convencida das motivações do crime alegadas por Adilson. “Ele disse que desconfiava da fidelidade da mulher já há algum tempo, não era de agora”, informa a Polícia Civil ao portal UOL. “Ele teria lido uma troca de mensagens que ela teve no WhatsApp com um colega do trabalho.”

Adilson, então, teria pego uma arma emprestada “para dar um susto no rapaz”, mas acabou guardando o revólver depois de não encontrar nenhuma outra conversa entre os dois. “Ele contou essa história porque foi encurralado. Por que decidiu matá-la de um dia para o outro de forma premeditada? São muitas contradições.”

A data que a pequena Maria Clara viria ao mundo acabou sendo a mesma de seu sepultamento. O corpo de Daiane, encontrado em um matagal, foi enterrado na segunda-feira (19). “Eu estou dilacerada. Foi um pedacinho de mim junto com ela”, diz Michelle. “Ele é um miserável, um monstro”.

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