Bebê faz foto de partir o coração com cinzas de seu irmão gêmeo. Veja:

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução Sarah Simmons- Entenda a triste e emocionante história deste bebê

“Esta foto significa muito para nós”, disse a mãe do bebê em depoimento emocionante

A mãe Cherie Ayrton da Nova Zelândia está comovendo a web após compartilhar uma foto de seu bebê com as cinzas do irmão gêmeo. O pequeno Tiger nasceu em maio deste ano. Porém, infelizmente, seu irmão gêmeo, Johnny, faleceu quando Cherie estava com cinco meses de gestação.

A fotógrafa Sarah Simmons, que havia sido contratada para fazer o ensaio newborn dos gêmeos, então pensou em uma maneira de incluir Johnny em uma das imagens. E o resultado ficou muito emocionante.

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Confira a seguir o relato da mãe Cherie e depois veja a imagem:

“No dia 27 de dezembro de 2017 meu coração se partiu. Eu estava com cinco meses de gestação e fui fazer exame de ultrassom dos meus gêmeos. Meu marido e nossas duas filhas estavam presentes. A médica disse que iria avaliar um gêmeo por vez. Ela começou pelo Tiger. E ele estava perfeito. Saudável, com tamanho bom, coração batendo forte e se mexendo bastante no ultrassom! Então ela foi avaliar o Johnny. Assim que a médica foi ver o Johnny seu rosto mudou e seus olhos ficaram tristes. Eu sabia que algo não estava certo. Ela então começou a nos fazer perguntas como: ‘A sua gestação ocorreu por meio de fertilização in vitro? Como você está se sentindo? Como foram seus últimos ultrassons?’. E eu respondi: ‘Não, não fizemos nenhum tratamento…os ultrassons anteriores foram ótimos…Qual o problema? Tem alguma coisa errada…”.

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Ela então parou de fazer o ultrassom, olhou para nós e disse: ‘Eu sinto muito’. Estas três palavras partiram meu coração e mudaram minha vida para sempre. O coração do Johnny não estava mais batendo e ele estava menor do que o Tiger. Meu pior pesadelo havia acontecido, um dos meus bebês faleceu antes mesmo de nascer.  Eu lembro de olhar para a médica, ela também estava grávida, e ela estava tão triste por nós. Eu lembro de ter pensado como toda esta situação também deve ter sido horrível para ela.

A médica deixou o quarto e nos deixou a sós, eu, meu marido e nossas filhas, para termos um pouco de privacidade diante desta notícia terrível. Eu tentei me manter forte pelas minhas filhas, mas acabou sendo o oposto. Foi minha filha de cinco anos que ficou forte por mim. Eu senti que ela estava sofrendo, ela queria muito o irmãozinho. Mas sua cabecinha estava preocupada comigo. Meu marido também ficou acabado. Nossas vidas mudaram naquele dia, o pior dia de nossas vidas.

Nós então fomos para outro hospital para entender o que iria acontecer. E eu comecei a ter muitas dúvidas e medos: ‘Será que eles vão tirar o Johnny? E o Tiger, será que eu vou perdê-lo também?’.

Fui para o outro hospital com muitas preocupações, ansiedade, tristeza e um coração partido. Nós fomos ver um especialista. Ele não soube nos dizer o que causou a morte do meu bebê. Ele também nos disse que nós tínhamos muita sorte que eles eram gêmeos bivitelinos (quando os bebês não são idênticos) porque se fossem univitelinos (idênticos) o Tiger também iria morrer. Isto porque gêmeos univitelinos dividem o saco gestacional, mas no caso dos meus filhos cada bebê estava no seu caso gestacional e então a morte de Johnny não iria prejudicar o Tiger. Porém, eu precisei manter o Johnny na minha barriga até o final da gestação, pois tirá-lo envolveria arriscar a vida do Tiger.

Durante os quatro meses seguintes, eu fazia ultrassons a cada duas semanas. E eu tive que ver meu filho Johnny se ‘quebrar’ aos poucos. Primeiro seus olhinhos, depois seu narizinho e seus lábios se tornaram difíceis de ver. Depois seus dedinhos começaram a se fundir. E então chegou ao ponto em que ele perdeu todas as suas características. Foi uma tortura. Eu sofria antes de cada ultrassom porque tinha medo do que iria ver.

Porém, por outro lado, em cada ultrassom eu também via meu filho Tiger se desenvolver. E ele estava se desenvolvendo bem. Então era uma mistura de sentimentos. Às vezes eu me sentia um caixão temporário. Às vezes eu não queria que o parto chegasse, pois isto iria significar que eu não teria mais o Johnny comigo e eu realmente teria que dizer adeus.

No dia 2 de maio de 2018, com 38 semanas de gestação, eu dei à luz. Nós choramos, sorrimos, amamos e conseguimos passar uma noite com meus dois meninos juntos e a família ao nosso redor. Na manhã seguinte, Johnny foi levado para o crematório.

As cinzas do Johnny chegaram no dia 7 de maio. Eu me senti aliviada por tê-lo comigo novamente, de alguma forma. Mas meu coração ainda estava em pedaços. Eu me sentia vazia. Eu havia tido um lindo menino, mas eu deveria ter dois! Por que isso aconteceu conosco? Não era justo!

A fotógrafa que iria fazer o ensaio newborn do Tiger, Sarah Simmons, me mandou uma mensagem dizendo que tinha uma ideia sobre como fazer uma foto dos irmãos juntos. Ela me perguntou se eu poderia levar as cinzas do Johnny para o ensaio newborn do Tiger e eu aceitei.

Quando a Sarah me mostrou a foto que havia criado, eu fiquei muito emocionada. Eu sou muito grata por ter uma foto tão forte e poderosa dos meus meninos juntos. Esta foto significa muito para nós”.

Foto: Reprodução Sarah Simmons- O pequeno Tiger com as cinzas do seu irmão gêmeo, Johnny

Foto: Reprodução Sarah Simmons- O pequeno Tiger com toda a sua família

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