Mulher tem pernas e braço amputados após sofrer aborto

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução Mirror

A mãe Magdalena Malec sofreu um aborto espontâneo e o médico não percebeu que seus sintomas indicavam outro problema

A mãe Magdalena Malec, 31 anos, entrou com uma ação na justiça contra o hospital que a atendeu. Isto porque em 2014 ela foi para o hospital Luton and Dunstable University Hospital no Reino Unido com fortes dores abdominais.

Na época, Magdalena e o marido Robert haviam descoberto há algumas semanas que estavam esperando o terceiro filho do casal. Porém, em dezembro de 2014 ela foi para o hospital com as dores e descobriu que estava sofrendo um aborto espontâneo.

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Além disso, sua gestação era ectópica, quando o embrião não se implanta no local onde deveria e por isso a gestação tem que ser interrompida para preservar a vida da mãe.

Ela foi submetida a uma cirurgia para remover o embrião e durante sua recuperação os médicos não observaram que havia algo errado. Magdalena estava com sintomas de sepse.

Sepse acontece quando um agente infeccioso, como um vírus, um fungo ou uma bactéria, entra na corrente sanguínea de uma pessoa e prejudica todo o sistema imunológico, o que leva à uma reação em cadeia que pode ser fatal.

E quando os médicos finalmente notaram os sintomas, a doença já havia avançado muito.  Magdalena precisou ter as duas pernas amputadas. O braço direito e os dedos da mão esquerda de Magdalena também foram amputados. Ela ainda teve que ser submetida a uma cirurgia de transplante de rim.

Todos esses procedimentos só aconteceram porque os médicos demoraram muito para notar que Magdalena sofria com sepse. “Nada vai trazer de volta o que eu tinha. Eu nunca mais vou poder pintar unhas, fazer um rabo de cavalo na minha filha…Eu não acredito mais em médicos e sou muito cética com diagnósticos e consultas médicas”, contou Magdalena em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Durante estes procedimentos, o marido de Magdalena ainda se separou dela. E desde então ela está tendo que reaprender a viver. “Eu fui deixada sozinha e tive que reaprender a andar, a pentear o cabelo, escovar os dentes…Tudo tem sido um grande desafio, eu acordava e não sabia o que fazer comigo mesma. Hoje meu maior sonho é ter uma vida decente e conseguir ter uma vida o mais normal possível com as minhas próteses”, concluiu Magdalena.

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