Deixar de consumir álcool na gravidez previne deficiência intelectual

Por: Bruna Romanini

menstruação na gravidez

Foto: Getty Images

Nova pesquisa concluiu que o consumo de álcool na gravidez é a principal causa evitável de defeitos de nascimento

Um novo estudo da Academia Americana de Pediatria concluiu que o consumo de álcool na gravidez é a principal causa evitável de defeitos de nascimento e deficiência intelectual e de desenvolvimento neurológico em crianças.  A pesquisa destaca que não há uma quantidade de álcool considerada segura para beber em qualquer trimestre da gestação. Ou seja, a mulher não deve consumir nenhuma quantidade de bebida alcoólica da gravidez.

O principal problema causado pelo consumo de álcool na gestação é a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF) que leva a alterações neurológicas e retardo do crescimento do feto. As bebidas chegam ao bebê por meio de trocas de nutrientes na placenta.

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De acordo com a Organização Nacional da Síndrome do Alcoolismo Fetal dos Estados Unidos cerca de 40 mil bebês são afetados todos os anos pela SAF, um em cada 100 pequenos.

Um estudo recente descobriu o aumento do risco de retardo no crescimento infantil, mesmo quando o consumo de uma mulher grávida foi limitado a uma bebida alcoólica por dia.

Beber no primeiro trimestre aumenta em 12 vezes as chances de SAF e quando a mulher bebe no primeiro e segundo trimestres as chances de SAF crescem para 61 vezes quando comparado a mulheres que não ingeriram bebidas alcoólicas. Quem bebeu em todos os trimestres da gestação teve 65 vezes mais chances do feto desenvolver SAF ainda quando comparado com as mães que não beberam.

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