Cuidados famosos com o bebê no verão que estão errados

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Veja quais os cuidados muito famosos com o bebê no verão que na verdade são perigosos

Existem alguns cuidados muito famosos com o bebê nos dias quentes que na verdade estão errados e podem ser perigosos para os pequenos. Veja quais são eles a seguir:

Deixar bebê dormir só de fraldinha

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Tudo bem deixar o bebê dormir só de fraldinha? Isto depende da temperatura do ambiente e da idade do seu bebê. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, não é orientado deixar recém-nascidos dormirem somente de fraldinha, isto porque estes bebês perdem calor com muita facilidade e correm maior risco de hipotermia, mesmo nos dias quentes. Então, a orientação geral é colocar ao menos uma roupinha fininha nos recém-nascidos nos dias quentes.

Já os bebês maiorzinhos, podem dormir só de fraldinha nos dias quentes. Mas é importante sempre prestar atenção aos sinais que seu bebê dá de que está com calor ou frio. Se ele estiver somente de fraldinha, mas estiver com as extremidades e o peito frio, ele está com frio e é melhor colocar uma roupinha. Contudo, se o pequeno estiver com roupinha, mas ficar suando e quente ao toque, ele está com calor, então é melhor deixa-lo somente de fraldinha.

Cobrir o carrinho

Cobrir o carrinho do bebê para protege-lo do sol é uma atitude comum entre muitos pais, porém, não é orientada e pode ser perigosa. Uma pesquisa realizada pelo Astrid Lindgren’s Children’s Hospital, em Estocolmo na Suécia, concluiu que um carrinho coberto no sol fica 15 graus mais quente do que um carrinho que não está coberto.

Este calor excessivo é extremamente perigoso para o bebê, podendo ser até mesmo fatal. “Fica muito quente no carrinho, algo semelhante a uma garrafa térmica. Além disso, a circulação do ar piora e fica mais difícil para os pais checarem se está tudo bem com o pequeno porque o paninho atrapalha a visão. Logo o ambiente fica desconfortável e potencialmente perigoso para o bebê. Se fica muito quente no carrinho, o bebê pode achar que voltou para o útero e por isso pode parar de respirar”, alerta a pediatra Svante Norgren, uma das responsáveis pelo estudo, ao jornal sueco Svenska Dagbladet.

Além disso, o bebê tem dificuldade em regular a sua temperatura corporal e ao ser exposto a temperaturas altas as chances de ele morrer de calor são maiores.

Dar água para o bebê

Mesmo nos dias muito quentes saiba que NÃO é orientado dar água para bebês menores de seis meses! Nos dias quentes, o que pode, e deve, ser feito é amamentar ou dar fórmula aos bebês menores de seis meses com maior frequência, isto irá mantê-los hidratados.

Mesmo no caso dos bebês maiores de seis meses é preciso ter muita atenção na hora de dar água. Isto porque beber muita água pode reduzir os níveis normais de sódio do bebê e isto pode levar a um quadro chamado de intoxicação por água em bebês. Ao diminuir os níveis de sódio, esse excesso de água pode causar problemas graves nos bebês como: convulsões, coma, danos cerebrais e até mesmo a morte.

A água só deve ser oferecida para os bebês maiores de seis meses se a mãe perceber que o bebê está com sede mesmo após mamar. Ela pode oferecer água ao pequeno, mas no máximo entre 60 e 88 ml por vez. E esta quantidade de água só deve ser oferecida após o bebê ter ingerido leite materno ou fórmula e demonstrar estar satisfeito. Saiba mais sobre intoxicação por água aqui.

Piscina e bebês

Todos os bebês já podem ir para a piscina?! Não mesmo! Ao decidir sobre o melhor momento para seu bebê entrar na piscina, o pediatra Tiago Caldi defende que é válido levar em conta as seguintes questões: carteira de vacinação mais completa, sistema imune melhor preparado contra possíveis infecções (depois dos 8 meses de idade), características de cada bebê, vontade dos pais e conversa com pediatra que sempre cuidou do seu bebê. “Assim, eu normalmente recomendo depois de 1 ano de idade. Nesta idade é legal ver o elo entre os pais e os bebês, já que os pais estão presentes nas aulas e proporcionam a segurança que o bebê necessita”, observa Tiago Caldi.

A Academia Americana de Pediatria também recomenda levar o bebê para a piscina após um ano de idade, isto porque antes desta idade, o bebê pode engolir muita água e acabar sofrendo intoxicação por água, saiba mais sobre este problema aqui.

Protetor solar

Até os seis meses de vida os bebês não devem usar o protetor solar. Isto porque nesta fase a pele do bebê é fina, sensível e permeável e por isso há o risco de intoxicação pelas substâncias que compõe os filtros solares. Portanto, nesta fase opte pelo uso de roupas como chapéus e camisetas e evite expor seu bebê ao sol entre às 10:00 e 16:00.

Após os seis meses do seu bebê, o protetor solar pode ser utilizado. Prefira os protetores solares de amplo espectro, ou seja, que protegem contra a radiação UVB, mas também contra a UVA. E também escolha um protetor que tenha FSP maior do que 15. Evite protetores solares que também tenham repelentes, isto porque os protetores solares precisam ser reaplicados constantemente e o repelente não. “A orientação é passar o filtro solar a cada 2 ou 3 horas sem uso excessivo”, afirma a pediatra Denise Bedoni, do Hospital Leforte.

Fonte consultada:

Academia Americana de Pediatria

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